As 7 Melhores Estratégias para Publicar seu Artigo Científico

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Sumário
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    Introdução

    A tendência dos pesquisadores é começar a escrever sem muita estratégia, sendo que, em via de regra, não conseguem obter a publicação de seu artigo científico ou o seu texto não gera impacto relevante no meio acadêmico.

    Desse modo, este post, além de outros que se seguirão, possui a principal finalidade de proporcionar estratégias para você alcançar o seu objetivo: publicar seu artigo científico em revistas nacionais ou internacionais.

    Em decorrência de nosso escopo, trataremos, neste post, acerca da audiência das revistas científicas e das características essenciais da escrita científica.

    Histórico

    Primeiramente, antes de falarmos sobre o estilo de escrita científica e sobre a audiência das revistas, vejamos a origem das revistas científicas.

    Neste sentido, cumpre-se apontar que a primeira revista científica criada foi a The Philosophical Transactions of the Royal Society de 1665.

    A revista Philosophical Transactions foi lançada em março de 1665 por Henry Oldenburg (1619-1677), primeiro Secretário da The Royal Society, atuando como editor.

    Além disso, deve-se destacar, como curiosidade, que a revista possuía publicação mensal e custava um shilling.

    No final do século XIX, a Philosophical Transactions foi dividida em duas séries: Série A (relativa a estudos na área da Física) e Série B (relativos a estudos na área das Ciências Biológicas).

    Adicionalmente, em 1893, a Proceedings, a qual era destinada a se publicar abstracts de pesquisas que ainda não estavam concluídas, passou a ser uma revista para a entrega de artigos científicos completos.

    Em suma, a Philosophical Transactions A, a Philosophical Transactions B e a Proceeding continuam existindo até hoje e possuem os seguintes H-Index respectivamente: 143, 238 e 112.

    Observação Prévia: Quanto ao significado deste índice referente ao impacto das revistas científicas, analisaremos abaixo, explicando detalhadamente.

    Quem é o público destinatário dos artigos científicos?

    Antes de começar a escrita de um artigo, você deve saber quem é seu público, pois, caso você não reflita este assunto, haverá o risco de se escrever de uma forma desconectada dos seus leitores, podendo não ser publicado o seu artigo científico ou de não obter o impacto esperado no mundo acadêmico.

    Por que é importante escrever se preocupando com os leitores?

    Neste sentido, você pode estar pensando que o impacto de seu artigo científico não é o fundamental neste momento, mas sim a publicação para você atingir as metas do ano ou entregar o artigo em razão da exig6encia de seu orientador ou de sua orientadora.

    Embora esse seja o raciocínio de muitos pesquisadores, nós recomendamos que não pense assim, por alguns motivos:

    • 1) Você deve escrever para contribuir ao avanço da ciência, essa deve ser a sua meta caso seu objetivo seja ser um(a) cientista;
    • 2) Se você escrever de uma maneira despreocupada para com o seu leitor ou com a sua leitora, o seu artigo, provavelmente, não será interessante e não possuirá os devidos cuidados necessários para que um artigo seja dotado de cientificidade;
    • 3) Os pareceristas que avaliarão o seu artigo, em via de regra, percebem quando a escrita científica é realizada de forma relaxada, não se preocupando com a clareza e com a concisão, logo, a probabilidade é alta de não se obter a publicação do artigo científico na revista desejada;
    • 4) A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) está estudando novas formas de avaliar os pesquisadores e as revistas científicas, sendo que um dos indicadores que se está analisando é o impacto dos artigos publicados, ou seja, quantidade de referências em relação ao artigo científico. Desse modo, melhor se preparar agora do que ter de se adequar, subitamente, a novos parâmetros.

    Essas são algumas razões que apresentamos para que você não pense em escrever apenas para obter pontos, mas pense que a sua atividade deve possuir uma função social que, neste caso, é a contribuição para o avanço da ciência.

    Assim, lembre-se também de que o conselho editorial e os pareceristas das revistas científicas são representantes do público destinatário das revistas.

    Audiências Específicas x Audiências Gerais

    Se você não escrever pensando em transmitir sua pesquisa para eles, a probabilidade é muito alta de não se conseguir a aprovação de seu artigo científico.

    Por conseguinte, você deve compreender os dois tipos de audiências existentes, devendo-se verificar qual é o público da revista que é o seu alvo para conseguir a publicação.

    Audiências Específicas: Características

    Primeiramente, vamos começar a falar sobre as revistas científicas cujo público é conhecedor do assunto, ou seja, ela não é lida, em via de regra, por pessoas que Não estudem aquela área do saber.

    Há revistas científicas com audiências muito específicas. Desse modo, esse público já conhece os termos técnicos específicos da área. Consequentemente, você não precisa explicar com detalhamento os conceitos empregados.

    Além disso, não é necessário dedicar vários parágrafos para justificar a importância da pesquisa, os métodos empregados e os objetivos gerais visados ao se desenvolver o artigo científico.

    Assim, é possível escrever a justificativa, os métodos empregados e os objetivos buscados de forma mais sintética e direta, já que os leitores compreenderão, rapidamente, o que você escreveu.

    Neste diapasão, lembre-se de que isso não significa que você não deva escrever sobre a relevância do tema, os objetivos do artigo ou os métodos empregados.

    Dessa maneira, o que estamos dizendo é a existência da possibilidade de escrever mencionados tópicos de forma mais sintética, não necessitando explica-los de forma detalhada para que a sua audiência compreenda o seu artigo científico.

    Por conseguinte, nestas revistas científicas de audiências específicas, você poderá se concentrar mais no desenvolvimento de sua pesquisa, no relato de sua investigação e nos resultados obtidos do que no método, por exemplo, empregado para testar a hipótese de pesquisa.

    Audiências Generalistas: Características

    Ao se falar em revistas científicas de audiências generalistas, deve-se pensar naquelas revistas que são buscadas e lidas por públicos variados de diversas áreas do saber.

    Dessa maneira, você não estará dialogando com um público que conhece todos os termos técnicos de sua área, não conhece alguns procedimentos padrões para serem adotados na pesquisa, não conseguem compreender de imediato as implicações e as contribuições de sua pesquisa para o avanço da ciência etc.

    Em razão das características deste público, você deve ter um cuidado maior ao escrever o seu artigo, ou seja, a sua escrita científica deve primar pelo detalhamento.

    Desse modo, uma dica que fornecemos para você que deseja publicar um artigo científico em uma revista com audiência generalista é: pense que você está explicando a sua pesquisa para uma criança de 10 anos, ou seja, você precisará falar de forma clara, direta e bem detalhada para que ela possa compreender o que você está falando.

    Consequentemente, você deve estar pensando: uma criança de 10 anos, dificilmente, conseguiria entender a minha pesquisa. E, nós respondemos para você: este é o desafio, ou seja, fazê-la compreender sem cair na superficialidade a ponto de não poder contribuir para com o avanço da ciência.

    Neste caso, será necessário detalhar de forma mais apurada os conceitos empregados, para que todo o público compreenda quais são os pressupostos teóricos adotados por você no artigo científico.

    Também, você precisará explicar a sua área de pesquisa e demonstrar o impacto de sua pesquisa no seu campo do saber.

    Além disso, torna-se necessário justificar a relevância do tema de forma mais aprofundada para convencer o seu público da importância de seu trabalho científico.

    Ademais, os objetivos e os métodos utilizados necessitarão explicações mais desenvolvidas para que a audiência da revista saiba o percurso de seu pensamento e o enfoque do artigo científico.

    Adicionalmente, lembre-se de que este é um dos motivos de se considerar importante que, primeiramente, você escolha a revista e depois, inicie a escrita de seu artigo.

    Impacto das Revistas de Audiências Generalistas

    Na nossa opinião, escrever para revistas científicas de audiências generalistas é um desafio maior do que escrever para audiências específicas.

    Por outro lado, o impacto de seu trabalho é muito maior, pois permitirá que pessoas de outras áreas possam compreender o seu trabalho e incorporá-lo na área em que atuam, sendo um campo do saber diverso do seu.

    O fator de impacto das revistas científicas é, em termos gerais, calculado com base no número de citações em outras revistas no que concerne aos artigos científicos publicados na revista que é o objeto de análise de impacto.

    Quanto maior o fator de impacto, maior a probabilidade de gerar a disseminação da pesquisa e causar uma maior visibilidade de seu artigo científico.

    Assim, pense na quantidade de revistas científicas existentes, a probabilidade de gerar impacto de seu artigo está conectado com o impacto da revista científica, pois se ela é pouco conhecida e/ou lida, mais difícil será conseguir disseminar o conhecimento transmitido em seu texto científico.

    Dessa forma, importante mencionarmos que alguns exemplos de revistas científicas de audiência mais generalista, como: Science, Nature etc.

    No que se refere à revista Nature e Science, cumpre-se mencionar que elas possuem um H-Index elevadíssimo, permitindo-nos compreender o alto impacto de suas publicações, exatamente, por serem generalistas.

    Vejamos a comparação do H-Index de ambas as revistas no ano de 2018:

    Fonte: Scimago Journal & Country Rank (SJR)

    Disponível em: https://www.scimagojr.com/journalrank.php

    H-Index

    Você deve estar se perguntando o que é o H-Index. Além disso, ao procurar revistas de elevado impacto, você já deve tê-lo visto. Assim, iremos explicar, brevemente, o que é e como é importante para você avaliar as revistas científicas em que você deseja publicar.

    O H-Index é um índice que busca quantificar a produção científica com base no número de citações dos trabalhos.

    Este índice foi criado por Jorge Hirsh em 2005, sendo que o seu cálculo corresponde à relação do número de trabalhos publicados e as suas citações.

    Por exemplo, se os seus 10 artigos mais citados possuem ao menos 10 citações cada um, o seu índice será h=10.

    Para mais detalhes, acesse: http://www.fo.usp.br/sdo/wp-content/uploads/Indice_h2.pdf

    Além disso, destacamos que você pode consultar o H-Index e outros fatores de impacto das revistas científicas, de forma gratuita, visitando a página: https://www.scimagojr.com/journalrank.php.

    É interessante conhecer este índice para analisar onde você pretende publicar com base no impacto da revista científica. Por conseguinte, esta estratégia poderá lhe ajudar a aumentar o impacto de sua publicação.

    Por fim, relevante mencionar que no ranking por país em relação a publicações de impacto, o Brasil está 15º lugar (Informação Disponível em: https://www.scimagojr.com/countryrank.php) e possui um H-Index de 530.

    A média de citação por documento no Brasil é de 10,90, sendo este cálculo para todas as áreas.

    No que tange ao Direito, cumpre-se destacar que ao se fazer a busca por revistas científicas na área das Ciências Sociais no Brasil no ano de 2018, verifica-se que das 90 revistas que foram ranqueadas, apenas 5 delas são da área do Direito, sendo elas:

    • 1) Brazilian Journal of International Law;
    • 2) Revista de Investigações Constitucionais;
    • 3) Revista de Direito, Estado e Telecomunicações;
    • 4) Veredas;
    • 5) Revista de Estudos Constitucionais, Hermenêutica e Teoria do Direito.

    O maior H-Index, nas cinco revistas de Direito, é 4, podendo-se ver o seguinte índice para cada uma delas:

    Este resultado concernente à área do Direito refere-se à questão mencionada em nosso Post anterior, ou seja, neste campo do saber, não havia a tradição de se publicar em revistas científicas, apenas em livros, logo, as revistas não são muito consultadas e utilizadas para a elaboração de textos acad6emicos.

    Assim, nos próximos anos, é provável verificarmos uma alteração desta realidade referente à quantidade de artigos científicos no Direito, pois é demandada a publicação em revistas científica para credenciamento e para pontuação em programas de Pós-Graduação e possuímos um elevado número de Faculdades e Programas de Pós-Graduação em Direito no Brasil.

    Qual deve ser o estilo de escrita adotado em uma revista científica?

    Os textos científicos devem ser dotados de clareza e concisão, pois o objetivo principal do artigo é transmitir os resultados alcançados em sua pesquisa e permitir que se avance na ciência.

    Além disso, é muito importante salientar que cada parágrafo deve ser visto como uma unidade de pensamento, logo, deve ser dotado de sentido.

    Por consequência, cada parágrafo deve-se ligar com o anterior, formando uma unidade de seu pensamento. Assim, não se pode escrever parágrafos soltos e que não fornecem qualquer conclusão por si só.

    Tendo em vista a necessidade de escrever parágrafos que transmitem uma unidade do pensamento, deve-se escrever com clareza as orações, ou seja, pense em escrever uma estrutura de frase da seguinte forma:

    Estrutura de uma Oração Clara

    Desse modo, evite inversões, ou seja, começar com o verbo ou com o predicado, pois o sujeito ficará longe e trará dúvidas ao seu leitor. Além disso, inserir o sujeito no final da frase, geralmente, cria suspense na oração, não sendo este o objetivo de um artigo científico e não é uma característica da escrita científica.

    Consequentemente, caso se vise à obtenção da clareza, deve-se evitar o emprego de pronomes e advérbios em um artigo científico, pois os pronomes, muitas vezes, geram dúvidas em relação ao que você está se referindo e os advérbios, geralmente, podem ser substituídos por um verbo ou substantivo que possuem mais força em um texto.

    Quanto à concisão, refere-se a um texto enxuto, direto e objetivo. Deve-se evitar frases e expressões desnecessárias.

    Assim, ao se escrever um artigo científico, deve-se “ir direto ao ponto”, ou seja, não se deve elaborar um texto prolixo o qual fala a mesma coisa diversas vezes de maneiras variadas.

    A fórmula infalível para um texto conciso é a revisão do seu artigo científico. Ao terminar de escrever, revise o seu texto ao menos duas vezes. A melhoria da escrita científica apenas é obtida com a revisão.

    Quando se está expondo as ideias principais, muitas vezes, não é possível depurar o texto, escolher melhores palavras e expressões, evitar repetições etc. Desse modo, é necessário rever para “limpar” o seu texto e torna-lo adequado à publicação em revistas científicas.

    Além disso, outra dica importante para elaborar um texto conciso é utilizar mapas mentais para pensar na estrutura de seu artigo científico. Desse modo, você saberá o que deverá escrever em cada item de seu artigo.

    Desse modo, sempre organize o seu raciocínio antes de escrever para não fugir do tema a ser discutido. Isso é muito comum em Ciências Humanas, por isso preste atenção na objetividade de seu texto.

    Conclusões Gerais

    Neste post, buscamos apresentar duas dicas importantes para você que começará a escrever um artigo científico. Sempre as tenha em mente antes de iniciar a escrita de seu texto.

    Assim, podemos verificar que um artigo científico deve buscar atender às expectativas do público de leitores da revista selecionada, logo, você deve escolhe-la antes de elaborar o seu texto científico.

    Além disso, verificamos que a escrita científica possui um estilo peculiar que prima pela clareza, concisão e objetividade. A clareza e a concisão são decorrentes de um trabalho prévio de estruturação do raciocínio.

    Adicionalmente, para alcançar essas características de todo artigo científico, lembre-se de que é necessário revisar o seu texto ao menos duas vezes para garantir que a sua mensagem está clara e que o seu texto possui parágrafos necessários do começo ao fim.

    Esperamos que tenha gostado destas dicas e, por favor, deixe seu comentário. Estamos querendo desenvolver conteúdos cada vez melhores!

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